2026 redefine a relação entre política, economia e decisões empresariais
- Rowena Romagnoli
- há 2 horas
- 2 min de leitura
Queda dos juros não elimina incertezas fiscais e políticas, e empresários passam a priorizar previsibilidade nas decisões de longo prazo
O ano de 2026 se consolida como um período de decisões mais estratégicas para o empresariado brasileiro. Mesmo com sinais de acomodação no cenário macroeconômico, o ambiente segue marcado por cautela, seletividade e necessidade de leitura apurada do contexto institucional. A política econômica, a condução fiscal e o grau de previsibilidade regulatória passam a pesar tanto quanto indicadores tradicionais na definição de investimentos, expansão e planejamento corporativo.
A previsão queda da taxa básica de juros ao longo de 2026, ajudou a aliviar parte da pressão sobre o crédito. Ainda assim, o custo do capital segue condicionado por fatores estruturais, como percepção de risco, sustentabilidade das contas públicas e estabilidade política. Na prática, isso significa que a redução da Selic, embora relevante, não elimina incertezas nem simplifica o processo decisório para empresas e investidores.
Sob essa combinação de fatores, a previsibilidade se tornou um ativo estratégico. Mudanças na agenda política, sinalizações do governo e debates sobre regras fiscais em vigor continuam influenciando diretamente o apetite ao risco, o acesso a financiamento e a formação de preços. Para o setor produtivo, compreender essa dinâmica deixou de ser exercício analítico e passou a ser uma ferramenta de sobrevivência e competitividade.
Para Marcos Koenigkan, fundador do Mercado & Opinião, a atenção ao cenário macro é determinante. “Mesmo com juros em trajetória de queda, o empresário não pode se iludir com uma sensação de tranquilidade. Política e economia continuam definindo o ambiente onde as decisões são tomadas. Informação qualificada e leitura estratégica seguem sendo diferenciais reais”, afirma.
Na avaliação de Paulo Motta, sócio do Mercado & Opinião em São Paulo, o momento exige visão de longo prazo. “A queda dos juros ajuda, mas não resolve tudo. O empresário que entende o contexto político e econômico consegue ajustar estratégias, proteger caixa e identificar oportunidades com mais segurança. Quem ignora esse cenário fica exposto a riscos desnecessários”, observa.
Com a participação do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, o Mercado & Opinião realiza, no dia 27 de janeiro de 2026, no renomado restaurante Rancho Português, em São Paulo, um jantar com empresários e especialistas para discutir Perspectivas Políticas e Econômicas para 2026. O encontro reunirá ainda Roberto Sallouti, CEO do BTG Pactual, Bruno Musa, economista e comentarista da Jovem Pan, e Luiz Fernando Figueiredo, ex-diretor do Banco Central, para analisar cenários, riscos e caminhos possíveis para o próximo ciclo econômico. “Os problemas fazem parte do jogo. A diferença está em enfrentá-los com leitura de cenário, estratégia e cautela”, conclui Marcos Koenigkan.
Sobre o Mercado & Opinião
O Mercado & Opinião é um Think Tank de inteligência coletiva, onde grandes nomes do mercado compartilham conhecimento, tendências e experiências que acabam influenciando decisões empresariais e econômicas. A iniciativa promove jantares, conferências e fóruns que se tornaram referência na agenda executiva brasileira, criando um espaço exclusivo para relacionamento de alto nível.






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